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Immature Love - Capítulo 13

sexta-feira, 3 de abril de 2015



            Era o começo da manhã quando Rebecca abrira seus olhos, os primeiros e tênues raios solares lançando um brilho sobre do quarto. Ela não conseguia dormir devido a seus pensamentos conturbados, que giravam em torno da ligação que recebera na noite anterior. Por mais que ela quisesse convencer a si mesma que aquilo não a afetava, a verdade era que quando se lembrava daquela voz grave e ameaçadora do outro lado da linha, um tremor surgia atravessando seu corpo com violência. Aquela situação estava dilacerando-a por dentro, retalhando o seu coração em pequenos pedaços que dificilmente poderiam ser unidos novamente. 
Não era fácil pensar na ideia de algo ruim acontecer a alguém que ela amava. Tanto que por precaução ela já considerava contratar seguranças que vigiariam dia e noite sua irmã e sua tia, as únicas pessoas além do Justin que amava nessa vida.
Levantando-se da cama, ela olhou-se no espelho, vendo a sua imagem refletida no vidro a sua frente ainda de camisola notara as tão familiares lágrimas caindo sobre suas bochechas. O gosto agridoce das mesmas trouxe a melancolia de recordações das quais lutava para esquecer, a morte de seus pais ainda não era um fato superado – e talvez nunca iria ser.
Enquanto banhava-se sob a água quente do chuveiro, Rebecca deixou sua mente vagar, imaginando coisas supérfluas para que não começasse a chorar outra vez. Mas foi em vão, as lágrimas teimaram em cair mesmo quando, de volta ao quarto, ela vestia o vestido florido que mais amava.
De frente ao espelho outra vez, secou seu rosto com as costas das mãos, pegou seu estojo de maquiagem e tentou amenizar o inchaço ao redor dos olhos. Mas nenhuma maquiagem poderia esconder as marcas deixadas pelo medo em seu rosto, nem as feridas em seu coração.
Perguntava a si mesma quando a felicidade finalmente abraçá-la, quando é que sua vida deixaria de ser uma triste lembrança dos horrores do passado, questionava-se quando é que ela poderia permitir a si mesma não se sentir insegura sobre tudo e todos. Quando o Justin aparecera em sua vida, ela pensou pela a primeira vez desde a morte de seus pais que a felicidade estava finalmente batendo em sua porta, mas os acontecimentos da noite passada – o telefonema, mais especificamente – deixara claro que ela estava errada, afinal. Foi justamente ele que trouxera mais problemas para a sua vida.

O som de uma batida na porta preencheu o quarto, seguido pela voz de sua governanta falando numa tom suave:
— Rebecca, querida? 
— Sim, Marie? – respondeu tentando ocultar a voz embargada.
— O Justin chegou.
O anúncio fez o coração de Rebecca acelerar.
— Por favor, diga a ele que já estou descendo.
— Certo. – disse Marie, caminhando em passos apressados de volta a escada.

Durante toda a madrugada Rebecca refletiu sobre sua situação, não queria acreditar que existia alguém covarde o bastante para ameaçar uma pessoa através do telefone, e não queria acreditar menos ainda na decisão que havia tomado: iria acabar as coisas com o Justin. O que quer que eles tivessem, ela iria pôr um fim naquela manhã.

Rebecca olhou-se uma última vez no espelho antes de erguer a cabeça e sair do quarto. Mas ao descer as escadas, ela acabou dando de encontro com o Justin esperando-a na base da mesma.
Olhar para ele renovou suas forças, ver aquele sorriso enquanto o mesmo estendia sua mão no ar para ajuda-la a descer, ouvir sua voz rouca dizer: “Você está linda” junto a um pequeno sorriso malicioso, tudo isso mostrava que qualquer sofrimento valia a pena para tê-lo. E foi naquele momento que ela percebeu que nunca seria capaz de deixa-lo.

— Está tudo bem, amor? Você estava chorando? – Sua feição adquiriu uma expressão aflita.
— Não é nada.
— Eu sinto que há algo errado. – Ele a envolveu em um abraço, descansando a cabeça dela contra seu peito. – Tudo o que eu não quero é te ver sofrer.
— Não precisa se preocupar, está tudo bem. – Ela tentou sorrir, mas a tentativa foi falha. Contudo, seu sorriso sem graça pareceu convencer o Justin.
 Mesmo sentindo que poderia explodir em lágrimas a qualquer momento, ela deixou-se guiar por ele porta a fora.

           
***


            O lugar em que ele a levou era perfeito para desfrutar de uma manhã ensolarada como aquela. Com uma grama verde recém-molhada e um céu ensolarado, o ar era ameno. Havia um lago de águas claras mais à frente. E a direção que Justin estava tomando sugeria que ele estava indo justamente para as margens do lago.
            Havia alguns homens empurrando um barco branco visivelmente maltratado pelo tempo para dentro da água. Eles olharam pra cima e acenaram quando avistaram Justin chegar. Rebecca olhou para ele visivelmente confusa. Um passeio de barco?

Enquanto Justin a ajudava a subir no barco, ela ponderou sobre a frase “O amor não é uma fraqueza” que estava escrita em um vermelho desbotado na lateral do barco. E de fato não era. Mas até que ponto ela poderia amar sem que esse sentimento se transformasse em uma ameaça?

— Você fica linda quando está pensativa. – Justin disse de repente. Só então ela percebeu que o barco já se encontrava em movimento. – Que tal compartilhar seus pensamentos comigo, huh? – Ele sorriu. Sob o brilho do sol, os olhos dele, antes castanho claro, agora adquiriam uma cor puxada para castanho esverdeado, assim como seus cabelos também ficavam alguns tons mais claros com os raios solares que se infiltravam nos seus finos fios. Rebecca não pode deixar de contemplar sua beleza, aqueles pequenos traços em seu rosto que fazia dele incrivelmente lindo.

            Justin remou até que o barco estivesse consideravelmente longe da terra. Então ele pegou as mãos de Rebecca nas suas e ficou encarando-as. Mas ele, que sempre aparentava estar confortável com toda e qualquer situação, parecia estranhamente nervoso por alguma razão desconhecida naquele momento.

— Acho que agora é a minha vez de perguntar se está tudo bem. – Rebecca disse, entortando a cabeça para o lado enquanto o analisava.
— Por quê?
— Você ficou um pouco estranho de uma hora pra outra.

Ele baixou a cabeça, tomando fôlego, e quando voltou a falar sua voz estava rouca.

— É que ultimamente eu tenho me questionado com quem eu desejo estar nos meus últimos dias de vida, e a única pessoa que me vem à mente é você. – Ele baixou a cabeça novamente e sorriu. – E apesar de eu ser mais velho e ter mais experiência em relacionamentos, quando se trata de amor eu sou tão imaturo quanto você. Eu nunca amei ninguém como eu amo a você.


So give me a chance,
'Cause you're all I need girl
Spend a week with your boy
I'll be calling you my girlfriend
If I was your man, I'd never leave you girl
I just want to love you, and treat you right



— Rebecca, – ele segurou suas mãos com mais força naquele momento, olhando-a fixamente nos olhos – você aceita ser minha namorada?

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Notas finais: Yeah! Depois de mais de um ano finalmente postei a continuação de Immature Love kkkk
Eu tinha esse capítulo pronto faz algum tempo, mas não queria postar antes de terminar a fanfic inteira. Mas acontece que eu não sei quando vou terminar (não sei se eu vou sequer terminar algum dia), então resolvi num ato de insanidade postar isso logo. É mais de uma hora da madrugada e eu tô com sono, então não tentem me entender kkkk

Quero agradecer a Amanda, que me pediu várias vezes através do tumblr para que eu continuasse a história. Muito obrigada, flor, você me motivou bastante.
Quero agradecer também a Camila Ferreira, que fez meus olhos marejarem depois de ler o comentário dela. E se não for muito tarde, quero também divulgar o blog dela, então pra quem quiser conferir só basta clicar aqui

Enfim... é isso! 

Beijos!! :*
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Immature Love - Capítulo 12

sábado, 10 de agosto de 2013



                Enquanto caminhava através do corredor daquele hotel, Justin desejava encarecidamente que pudesse voltar no tempo e modificar seu passado. Contudo, o fato de não poder fazê-lo significava que o mesmo precisava aprender com seus próprios erros para não vir a cometê-los outra vez. E foi justamente naquele corredor que o mesmo prometeu a si mesmo andar sobre os trilhos dali em diante, pensar e repensar várias vezes se necessário antes de fazer algo, por menor que seu ato seja.

                Parou diante da porta do quarto de número 57, onde deu uma célere batida.
               
                — Já esperava por você. – Disse Mandy ao abrir a porta e constatar quem era. – Por favor, entre. – Ofereceu-lhe um sorriso cortês.
                — Imagino que saiba o porquê de eu ter vindo aqui.
                — Sim, claro.
— Sobre o bebê, por que eu deveria acreditar que ele é realmente meu?
— Confesso que estive com você porque a nossa relação diante da mídia me daria privilégios, mas um erro que eu nunca cometi foi o adultério. Trair nunca fez parte do meu estilo de vida, até porque eu seria muito burra em fazer isso com você, já que nossas vidas eram vigiadas vinte e quatro horas por dia, e se isso viesse de fato a acontecer algum dia, a qualquer momento isso seria exposto ao público. Mas se você precisar de uma prova, peço pelo menos que espere o bebê nascer para fazer o exame de DNA.
                Justin a analisou, ela parecia estar falando a verdade, seus olhos não piscaram nervosamente como quando ela mentia.
— Tudo bem. – disse por fim, entregando-se de vez. No fundo, gostava da ideia de ser pai. – Com quantos meses você está?
— Dois.
— E quando descobriu?
— Faz algum tempo, mas não te procurei antes porque queria ter certeza.
— Certo – Pendeu a cabeça para um lado, refletindo sobre o assunto. Não era da natureza da Mandy esperar tanto tempo para contar uma notícia tão impactante quanto aquela, mas ele preferiu pensar melhor nessa questão outra hora. – Bem, agora eu vou indo. Tenho que me encontrar com a Rebecca.
— Você está realmente apaixonado por ela, não é?
— Sim, e como nunca estive antes. – sorriu – Até mais, Mandy.



***


Rebecca nunca sentira tanta ansiedade para ver alguém como sentia naquele momento. Seu coração palpitava mais forte sempre que ouvia um carro passar em frente a sua casa, imaginando que fosse ele.
Quando finalmente escutou o toque da campainha, saltou do sofá e foi abrir a porta.

— Oi, linda! – Cumprimentou, inclinando-se sobre ela para beijá-la.
— Vem. – Interrompendo o beijo, ela puxou-lhe pela mão para dentro da casa. – Há um paparazzi aí fora.
— Um paparazzi? – Sua face passou de uma expressão confusa à raiva quando ele passou seu olhar através do jardim que cercava a mansão, encontrando um cara segurando uma câmera, tentando se esconder atrás de uma árvore, a alguns quilômetros de distância dos dois. – Como eles conseguem ser tão importunos? – Resmungou irritado enquanto fechava a porta.
— Sabia que você fica muito fofo quando está com raiva?
— E você é uma boba. – Puxando-a pela cintura, ele extinguiu toda e qualquer distância que havia entre os seus corpos, unindo seus lábios em um beijo repleto de luxúria. Não havia dúvida alguma de que, naquele momento, um ansiava ao outro com a mesma intensidade. Era inquestionável que o amor estava presente, mesmo que ainda de forma tênue e quase desconhecida por parte dos dois.

— Amanhã será um dia especial. – sussurrou depois de algum tempo.
— Oh, é? E por quê?
—Não seja tão curiosa, espere e verá. – disse dando-lhe uma piscadela.
—Certo. – revirou os olhos.
— Te vejo amanhã. – disse beijando-lhe os lábios pela última vez antes de partir.

                Rebecca assistiu-o se afastar enquanto o mesmo caminhava até onde estacionara seu carro. Estava imensamente feliz por finalmente as coisas começarem a dar certo em sua vida. Era fascinante a forma como tudo estava entrando nos eixos, pelo menos por alguns instantes…

                Sentiu o celular vibrar no bolso e pegou-o para atender.

— Alô?
—Fique longe do Justin. – Ameaçou a voz da outra linha.
— O quê? Quem está falando?  – Questionou perplexa.
— Você está andando em direção a morte. – rosnou a voz.
— Que tipo de brincadeira sem graça é essa?
            — Se você for inteligente, irá se afastar do Justin antes que algo aconteça a você ou a sua família.


                E então o silêncio tomou conta da outra linha.  


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Notas: Oi, leitoras lindas! Primeiramente eu quero me desculpar por toda essa demora, minha criatividade sumiu durante esse tempo, até mesmo nas férias. E esse capítulo ficou tão pequeno e ruim, mas como eu não conseguia melhorá-lo, o postei mesmo assim porque não queria demorar mais do que já demorei. 

Eu tô além de sem ânimo, sem tempo e sem criatividade pra escrever essa fic, então decidi terminá-la mais cedo. Sendo assim, talvez o capítulo 15 ou 16 seja o último.

Obrigada pelos comentários na última postagem.

Amo vocês! ;*
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Immature Love - Capítulo 11

quinta-feira, 16 de maio de 2013


Not really sure how to feel about it
Something in the way you move
Makes me feel like I can't live without you
It takes me all the way
I want you to stay


                Rebecca apoiou sua cabeça contra a borda da imensa banheira branca de seu banheiro, que a essa altura transbordava de água e essências aromatizadas, deixando-se vagar entre pensamentos perdidos e a realidade esmagadora a qual se via aprisionada.
                Meditava sobre a felicidade, assumindo que talvez a mesma fosse uma ilusão, algo fictício que estava destinada a viver somente em livros de fantasias românticas e filmes. Talvez até esta tal de "felicidade" realmente não existisse, ou melhor, talvez não existisse para ela. Todos aqueles acontecimentos ao longo dos últimos anos – desde a morte de seus pais ao ocorrido no cinema – levaram-na a crer que a felicidade não seja algo alcançável, algo que possa algum dia ter acesso de verdade.
                Não que estivesse afirmando que nunca fora feliz,  pois houve um tempo, quando seus pais ainda eram vivos, que acreditava levar a vida mais perfeita do mundo. Porém, isso tudo parecia apenas uma simples lembrança, uma vaga recordação que rondava sua mente de vez em quando sob uma nevoa confusa.
                — Felicidade? – resmungou num murmúrio para si mesma. – Não acredito que um dia vim a sentir isso, tudo o que vivi faz parte de uma grande mentira.

                Talvez tudo aquilo que ela estava sentindo fizesse parte de apenas uma maré baixa, que em um tempo não muito distante viesse a subir novamente. Mas os acontecimentos da tarde anterior pairaram sobre ela com um peso que a fazia sentir-se como se estivesse afundando em uma grande oceano, sendo engolida pelas águas escuras que curvavam-se sobre seu corpo como tentáculos, estava sucumbindo em seu próprio medo de se afogar na tristeza.
                Por um lado, desejava que tudo não passasse de um pesadelo, mas por outro tinha pleno conhecimento de que não era um. A realidade lhe esmagava a cada pensamento.

                Um filho? Ele teria um filho?

                Isso não podia estar acontecendo.

                Rebecca não queria ser a megera que separa os pais de uma criança indefesa que não passa de uma inocente em toda a história, mas também não queria abrir mão de Justin. Não agora que ela se via tão envolvida, tão presa naquele pequeno romance secreto que os dois compartilhavam.


Ohhh the reason I hold on
Ohhh 'cause I need this hole gone
Funny you're the broken one
But I'm the only one who needed saving
'Cause when you never see the lights
It's hard to know which one of us is caving


               — Senhora – disse Marie, a governanta da casa, despertando-a de meus devaneios –, desculpe-me interromper-lhe, mas tem um homem bastante teimoso que diz precisar falar urgentemente com a senhora.
                — Este homem por acaso seria o Justin Bieber?
                — Sim.
                Fechou seus olhos e suspirou profundamente. Voltando a apoiar-se contra as bordas da banheira, falou: — Tudo bem, diga a ele que me aguarde.
                — Sim, senhora.

***

                — Rebecca... – sussurrou Justin ao ver a garota descer a escada.
                — Vamos para o meu escritório.

                Ele acompanhou-a enquanto ela tomava a liderança durante caminho para seu escritório. Chegando ao local, ela encostou a porta e voltou-se para ele.

                — Aqui estamos... – Enquanto se aproximava, mesmo que ainda mantivesse certa distância entre os dois, Rebecca observou a feição do garoto, notou que seus olhos possuíam um brilho triste e vazio, acompanhado das grandes olheiras que indicavam uma noite mal dormida. Era visível que aquilo tudo estava sendo tão difícil para ele quanto para ela.
                — Você já deve imaginar porque estou aqui, então irei ser direto. – Suspirou fundo antes de continuar – Me desculpa pelo o ocorrido de ontem, eu realmente não esperava que um simples passeio tomasse aquelas proporções. Mas eu não quero que isso nos distancie, nós começamos a construir algo especial.
                — Nunca chegamos realmente a ter algo, Justin. Aquele beijo? Foi apenas um beijo, não significa que estamos em um relacionamento.
                — Então foi isso que significou para você? Apenas um beijo? – A decepção em sua voz era quase palpável. Baixou a cabeça, passando os dedos entre os cabelos num gesto vísivel de desapontamento. – Sei que é cedo para dizer isso, mas... eu estou começando a te amar.

                Ela o olhou em choque, assustada demais para poder processar as palavras ditas ou sequer pronunciar algo. Amor? Essa não é uma palavra muito forte para se falar alto o bastante para que alguém a escute?

                — O modo como meu coração acelerou quando te vi na reunião, e como os meus olhos nunca perdiam você de foco, ou como a única coisa que eu consegui pensar durante toda a reunião foi em finalmente ter te reencontrado. Tudo isso me fez perceber que havia algo mais que apenas a simples amizade. Foi inevitável que eu não me apaixonasse por você.
                — Mas e aquela mulher? Ela está grávida, Justin!
                — Darei amor e tudo o que a criança precisar, mas isso não significa que estou fadado a ficar com ela por isso. É você quem eu amo, e não ela. – Puxou-a pela mão, aproximando seus corpos numa saudação de calor. – Eu quero você.
                — Não mais do que eu o quero. – E então selou seus lábios, desfalecendo secretamente em seu interior ao sentir os lábios do garoto pressionados contra os seus, aquela maciez inconfundível roçando suavemente sua pele e provocando-lhe a sensação de êxtase.


I want you to stay...


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Notas finais: Bem, a Júlia me convenceu a continuar a fanfic (embora eu ainda esteja indecisa quanto a este assunto), e eu iria postar esse capítulo ontem, mas resolvi postar hoje porque tive mais tempo de rever o capítulo e tudo mais.

Eu realmente não estou feliz em ter que demorar tanto tempo para atualizar a fanfic, e me desculpo por esse transtorno, mas infelizmente não posso fazer mais do que eu já faço.

Obrigada a quem ainda tem a paciência de esperar por um novo capítulo. 
Beijos! ;*


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Immature Love - Capítulo 10

segunda-feira, 11 de março de 2013



Quando os primeiros raios de sol se esgueiraram sorrateiramente através da cortina de carmesim para iluminar seu quarto na manhã seguinte, Rebecca despertou-se estranhamente animada. Não estava totalmente convicta se toda a sua animação se devia a apenas um bom-humor matinal ou se, na verdade, era pelo motivo que iria rever Justin ainda aquela tarde.

A doce lembrança de seus lábios encostados aos de Justin era a única coisa que lhe vinha a mente naquele momento; os dedos entrelaçados entre os seus cabelos, a mão acariciando seu rosto, a colisão de seus corpos, sentimentos em formas de faíscas transmitidos em apenas um beijo.
Ela não conseguia entender ao certo o que sentia por ele, mas contando com o fato de que foi a sua imagem que preencheu seus sonhos durante toda a madrugada, ela acabou por decidir que ele era algo mais que apenas um amigo.

Rebecca poderia até ser uma empresária autoritária, exalando poder e confiança por onde passava, dando ordens e exigindo coisas de seus funcionários, entretanto, quando se tratava de seus próprios sentimentos ela era irrevogavelmente imatura. Até porque a última e única vez em que beijara um garoto foi na sexta série, cinco anos atrás.
Mas ela sentia que poderia desbravar todo esse novo mundo desde que estivesse ao lado do Justin, porque ele foi a única pessoa capaz de fazer nascer sentimentos que ela julgou nunca sentir um dia.


Após tomar um banho quente, ela desceu as escadas aos pulos, cantando quaisquer trechos de músicas que lhes vinham a cabeça, tamanho era seu bom humor naquela manhã. Na cozinha, Rebecca se juntou a sua irmã à mesa para tomar o café da manhã.

  — Bom dia, linda! – saudou-a alegremente, beijando-lhe a testa. – Tenho uma notícia para você.
  — Qual? – Questionou curiosamente, ajeitando-se na cadeira para poder ter uma visão mais ampla da irmã enquanto aguardava a resposta. Rebecca gargalhou quando viu os olhos da pequenina brilharem; a menina amava quando lhe contavam novidades, principalmente as boas.
  — Quer mesmo saber? – Provocou.
— Claro! Conta logo.
  — Sabe aquele cara de quem você é fã?
  — Quem? O Justin? – Sugeriu com seus arregalados, as pupilas dilatando-se lentamente.
  — Acho que é esse mesmo. – Rebecca fingiu incerteza.
  — Quem tem o Justin? Ele vai vir me visitar? – Perguntou ansiosamente.
  — Não é bem isso...
  — O que é então?
  — Bem... – Rebecca mordiscou um pedaço de pão, demorando-se em mastigá-lo. Ela viu com o canto dos olhos que Sarah ainda esperava, agora impaciente, pela resposta. Tentou conter o riso enquanto bebericava o copo de suco de laranja. – Ele nos convidou para ir ao cinema hoje a tarde. – Disse por fim.
— Sério? – gritou a garota, saltando da cadeira tão rápido que perdeu o equilíbrio e caiu no chão. Rebecca levantou apavorada de sua cadeira e foi checar se sua irmã tinha machucado algo. Mas Sarah começou a rir, ainda deitada no chão.
  — Você me assustou! – Exclamou fazendo cosquinhas na garota estendida no chão, que por sua vez se desdobrou em risadas.


***


  — Pronta? – Rebecca perguntou a irmã antes de descerem do carro. Era um daqueles finzinhos de tarde ameno e havia algumas outras crianças juntas às suas famílias caminhando até o cinema, talvez também fossem assistir Monstros SA 2.
Sarah ansiosamente respondeu que sim, acrescentando que este provavelmente seria o melhor dia da sua vida desde que seus pais morreram. O que fez Rebecca sorrir, a irmã gostava tanto do Justin que chegava a assustar.


  — Hey! – Disse Justin ao ver Rebecca se aproximar da parede lateral do cinema, na qual ele estava encostado exclusivamente a sua espera, e a abraçou fortemente em seus braços, acariciando seus cabelos. Ela abriu um amplo sorriso em resposta, devolvendo-lhe o abraço com a mesma intensidade, sentindo suas bochechas corarem ao lembrar da noite anterior. – Olha só quem está aqui! – Disse o garoto ao ver uma Sarah saltitante e visivelmente alegre ao lado da irmã. Ergueu-a do chão, segurando a pequenina em um abraço apertado. – É impressão minha ou você cresceu desde a última vez que te vi?
  — Talvez eu tenha crescido mesmo! Faz muito tempo desde que você prometeu que me visitaria, mas nunca cumpriu sua promessa! – Reclamou fazendo um biquinho, arrancando uma gargalhada de Justin.
— Estamos nos vendo agora, certo? – Ela afirmou positivamente com a cabeça, jogando os braços ao redor de seu pescoço, o abraçando novamente.

E assim seguiram os três para dentro do cinema.


***


  Na saída, os três conversavam e riam animadamente sobre o filme que tinham acabado de assistir, quando a expressão de Justin subitamente se tornou uma máscara fria e impenetrável sem nenhum motivo aparente. Rebecca buscou ao redor com o olhar algo que pudesse fazê-lo mudar de postura tão rapidamente, e tudo o que encontrou foi uma garota encostada no carro dele, que por ventura estava a alguns poucos metros do carro de seu próprio carro.

  — Hey! – Disse a garota desconhecida quando os três chegaram perto o bastante do carro.
  — O que você está fazendo aqui? – perguntou o garoto com rispidez, aparentemente nervoso com sua presença ali. Foi só então que Rebecca a reconheceu, ela era a mesma garota que batera em Justin naquela noite em Roma. Linda, por sinal, com seus cabelos longos caindo em cachinhos negros ao redor de seu rosto e sobre suas costas, seus lábios carnudos e rosados, e seus grandes olhos verdes profundos.
  — Olha, eu não queria falar disso assim ou aqui, ainda mais com sua nova namorada por perto, mas você nunca atende minhas ligações e me ignora sempre que tento entrar em contato...
— Nós não temos nada para falar. – Justin a cortou com frieza.
— Estou grávida, Justin. –  Anunciou.

Justin olhou fixamente para Mandy, enquanto desnorteado tentava encontrar o equilíbrio que, aos poucos, esvaia-se de seu corpo. Tudo ao seu redor era de um preto e branco; o lugar, mesmo repleto das pessoas que deixavam o cinema, estava completamente vazio. A palavra “grávida” repetia-se irritantemente em sua cabeça, nunca deixando-o raciocinar corretamente.

— Grávida? – perguntou debilmente. – Grávida? Você tem certeza disso?
  — Sim, o médico confirmou.
  — E você está me dizendo isso porque acha que eu sou o pai?
  — Não, Justin, eu não acho, eu tenho plena certeza.
  — E por que eu acreditaria nisso?
— Olha, eu não posso obrigá-lo a acreditar em mim, até porque eu reconheço que já errei muito com você, mas se você quiser um exame de paternidade, não lhe negarei isso.

O garoto meditou sobre tudo o que Mandy lhe dissera e, apesar de todas as mentiras inventadas pela garota, talvez o que ela estivesse falando naquele momento fosse realmente verdade. Justin, mesmo a contragosto, teria que dar-lhe uma chance. E se o bebê que ela estava esperando fosse de fato seu, ele teria que arcar com a responsabilidade de pai.
 
  — Certo. Me procure para discutirmos isso depois.
  — Oh! – Mandy olhou para Rebecca, sabendo de imediato que estava estragando o dia entre os dois e a garotinha ao lado dela. – Tudo bem. Depois nós nos falamos.

E quando Mandy finalmente se fora, Justin se voltou para Rebecca. Desde o momento em que eles se aproximaram do carro, ela não falara uma palavra sequer.

  — Rebecca... – a palavra pronunciada num sussurro ficou solta no ar. Ela virou o rosto para que Justin não visse a lágrima que teimava em cair sem a sua permissão. – Nós temos que conversar.
— Tudo o que tenho de fazer agora é ir para casa e colocar minha irmã para dormir.
  — Por favor… – pediu.
— Conversamos depois.

Justin assistiu Rebecca levar a pequena Sarah para o seu carro e ir embora. Sentia-se derrotado com aquela imagem, ver Rebecca ir embora daquela forma destroçava seu coração. Mal começaram uma história e já sentia que estava tudo desmoronando.




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Notas finais: Leitoras, eu amo vocês! É sério. Eu amo muito mesmo. É por causa de todas as palavras lindas que vocês me dizem que eu vou seguir meu sonho de ser escritora. Vocês são meu incentivo. Love ya!

Por falar em ser escritora, quero informa-lhes que pararei por um bom tempo de escrever fanfics depois que terminar essa, pois começarei a escrever meu livro que ainda não passa de uma simples ideia em minha mente. Mas tenham calma! Eu ainda virei aqui de tempos em tempos postar Oneshots porque eu amo muito esse blog para largá-lo as moscas. (E se alguma de vocês estiver disposta a postar fanfics aqui depois que eu terminar Immature Love, fiquem a vontade de vir se comunicar comigo.) Já estou trabalhando em uma Oneshot chamada "Killer", que pelo nome já dá pra saber m)ais ou menos do que se trata, mas só a postarei depois de Immature Love.

Ah, e sobre o novo visual do blog, é provisório até que eu ache um melhor (se alguém tiver uma indicação de um template/theme para mim, eu ficarei muito agradecida).


Respondendo aos comentários:

Primeiramente, bem-vindas todas as leitoras novas! Amo vocês também! :*

Luane: É claro que eu lembro de você! Como poderia esquecer? Obrigada por voltar aqui, é realmente lindo que alguém que lia minhas antigas fics volte para ler as novas. Amo isso! E amo o fato de você ter gostado da minha escrita. *----* Isso significa muito para mim. Obrigada, luvie!

Ladies Bieber: Perfeição é você. u_u Sem mais. Dá vontade de chorar de emoção quando você começa a elogiar tanto assim as minhas #IBs :') Obrigada, okay?! Obrigada, obrigada, obrigada!
Bem, deve ser difícil conciliar duas carreiras tão diferentes como a de cantora e psicologa, mas se for isso que você realmente quer e se você lutar, com certeza vai conseguir! You just got to believe ;)
Bieberbeijos pra você (sdds disso) ♥

Isadora: Sei que tenho demorado muito para postar, mas eu não quero escrever rapidamente algo que eu ache que não seja bom o suficiente e postar aqui. Peço desculpas por te fazer esperar tanto, mas, acredite, é para o melhor.
Obrigada, linda! Beijos!

Rebeca: Amo o seu nome, Rebeca! Acho que dá pra perceber isso pelo nome da personagem principal, né? hahaha
Enfim... Obrigada e obrigada novamente!

@SmilerDoJB: Seja bem-vinda! Obrigada por perder um pouco de tempo aqui no meu blog! hahaha Obrigada de novo, porque... ah, porque eu quero agradecer.
Beijos, luvie!

Amanda: Bem-vinda, Amanda! Tentei agilizar esse capítulo por sua causa, sabia? (provavelmente não, mas okay) Você leu outras fics minhas? *---*
Beijos!


Duvido que alguém tenha lido até aqui, mas caso o tenha feito, sinta-se abraçada num abraço de urso!
Kisses ;*


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Immature Love - Capítulo 9

terça-feira, 8 de janeiro de 2013




 — Já sabe o seu pedido? – Justin perguntou pondo o cardápio sobre a mesa, ajeitando-se em seu acento e voltando sua atenção para Rebecca, que estava sentada na cadeira a sua frente.

Rebecca correu os olhos rapidamente sobre o menu em suas mãos. — O que você pedir está ótimo para mim. – Pendeu a cabeça para o lado, meditando rapidamente. – Bem, a menos que você peça camarão. Odeio camarão, – fez uma careta.

Ele riu enquanto chamava o garçom, e após fazer o pedido, voltou seus olhos novamente para ela.

— Me pergunto se fiz uma boa escolha em relação ao restaurante. – disse em tom de pergunta, franzindo o cenho.

Rebecca lançou seu olhar ao redor, inspecionando o local. As mesas eram distribuídas pelo grande salão estrategicamente, de modo que os garçons pudessem fluir livremente durante seus percursos em direção aos clientes. Lustres em cascatas com suas pontas em formato de pequenos corações revestidos por pedras brilhantes iluminavam o ambiente. As paredes tinham sempre cores tênues, algo como bege ou branco neve. Peônias de um rosa desbotado enfeitavam os grandes vasos marfins que circundavam todo o restaurante, atribuindo-lhe um ar leve e aconchegante.

— Sim. É muito agradável e acolhedor. – sorriu.

Rebecca tentou conter o riso quando Justin suspirou em alívio, visivelmente relaxando em seu acento. Achava engraçado que estivesse nervoso apenas para poder agradá-la.

— O que há de tão engraçado? – indagou fingindo uma carranca.

— Você.

— Eu? Você está rindo as minhas custas, Srta Packwood? – questionou fingindo indignação. – Será que posso saber o por quê?
 
— Não, Sr. Bieber. – respondeu em tom de brincadeira.
           
— Então você ri de mim e não quer me dizer o motivo? – ergueu uma sobrancelha.
           
— Exatamente.
           
— Sendo assim, saiba que isso não irá ficar barato, Srta Packwood. – deu-lhe um sorriso malicioso.

— Esperarei ansiosa pelo seu plano maligno. Sabe por que? Eu não tenho medo de você, Sr. Bieber. – disse desafiadora, inclinando-se sobre a mesa em uma provocação corporal. Porém, quando olhou em seus olhos, não conseguiu conter o riso e assim os dois acabaram caindo na gargalhada em meio a um restaurante lotado de pessoas ricas e, até em alguns casos, mesquinhas, que lançaram sobre eles um olhar repreensivo.
                       

Quinze minutos depois, Rebecca e Justin comiam arroz milanês acompanhado por frango ao curry como prato principal e tomavam Pouily Fumei, um vinho levemente adocicado e muito requintado, enquanto dialogavam sobre a vida e quais caminhos queriam traçar. Falavam sobre suas incertezas e como estavam inseguros com algumas escolhas que fizeram, sobre o trabalho de ambos e de como se esforçavam para darem seu melhor em tudo o que faziam.   

— Quero te levar a um lugar especial quando sairmos daqui. – Justin pronunciou ao passo que comiam a sobremesa, uma torta de morango bem elaborada e pecaminosamente deliciosa.

— Onde? – questionou curiosa.

— É apenas um lugar onde costumo ir. Não é grande coisa, – deu de ombros.
           
           

***


Estava tão distraída em seus pensamentos que só notou chegarem ao destino quando Justin já tinha aberto sua porta e mantinha sua mão erguida no ar para lhe ajudar a descer do carro. Deslizando sua mão na de Justin, ela saiu graciosamente do carro, dando-lhe um sorriso em agradecimento.
E só quando os saltos de seus sapatos colidiram contra um chão fofo e umedecido, ela se deu conta de que ainda não inspecionara o lugar. Olhando em volta, tudo o que via eram algumas árvores mergulhadas na escuridão, com seus galhos em forma de tentáculos tremulando ao vento e as folhas dançando junto à brisa noturna. Havia também bancos de madeira cor de rosa, que apenas podiam ser notado por causa da luz dos faróis do carro. Um lago estreito serpenteava ao oeste, com o brilho da lua refletindo na água.

— Onde estamos? – inquiriu ela, andando um pouco mais a frente.

 Los Angeles Grand Park. – respondeu com os olhos brilhando, um pequeno sorriso surgindo furtivamente nos cantos de seus lábios.

— Sério? Meus pais me trouxeram aqui uma vez quando eu era criança.

— E você viu a fonte?

— Vi, mas era de dia, então não havia luzes.

— Então hoje você verá um espetáculo de cores e acrobacias feitas pelas águas. – pegou em sua mão e a puxou. – Vem!
           
Rebecca surpreendeu-se ao ver a grande ponte luminosa, jorrando água alaranjada para cima e em seguida caindo como uma grande cascata em torno de si. E então as luzes começaram a mudar desde verde limão à rosa e roxo neon, a água alcançando o céu e logo após curvando-se em uma gaiola enquanto caía. A cada cor nova, um novo esquema. E assim se repetia: a água beijando o céu e, uma vez que alcançava seu ápice, despencava majestosamente.
Justin, retirando os seus sapatos e pedindo para que ela fizesse o mesmo, continuou puxando-a através da água até mais próximo a fonte. Assim eles podiam maravilhar-se de perto, vendo o show em sincronia da água colorida diante de si com seus pés submersos.  

— Isto é fantástico! – Rebecca pronunciou maravilhada, olhando-o com um sorriso gigantesco.



Quando voltaram para onde o carro estava estacionado, Justin retirou do porta-malas um pando grande e fino com listras vermelhas e o estendeu sobre a grama verde, onde se sentaram, tendo a visão ampla do lago a sua frente, deleitando-se com a brisa noturna agradável que os rondava.
                                                            
— Você não vai desligar os faróis?

— Não, eles serão nossas lanternas por hoje.

— Oh, certo! – Voltou seus olhos para o lago, observando a lua reluzir sobre a água. Meditava sobre a conversa e as risadas no restaurante mais cedo naquela noite; sobre o passeio de mãos dadas ao redor da ponte; pensava até mesmo na noite em que o conhecera, aquela noite em que o levara para a casa de sua tia para cuidar de seus ferimentos. E agora eles estavam ali lado a lado sentados no chão, um pano fino e listrado os separando da grama ainda úmida.
Isso tudo era tão novo e tão estranhamente bom. Rebecca nunca pudera imaginar que estar com alguém como o Justin era assim tão... reconfortante.
 – Eu queria saber de uma coisa... – fixou seu olhar novamente sobre Justin. – Como é estar sempre cercado de fãs que o desejam e fariam de tudo para conhecê-lo, e pessoas que se aproximam de você apenas por interesse? Não é desgastante?

— Atualmente não é tão desgastante quanto era no começo de tudo, quando eu estava assustado com a guinada que minha vida deu tão repentinamente, apesar de eu ter trabalhado duro para chegar aonde cheguei. Mas hoje eu paro e penso: estou exatamente onde queria estar. Tenho que aceitar todas aquelas pessoas que se dizem minhas amigas por puro interesse, e tenho também que aceitar o fato de que nunca vou sair de casa sem que isso vire um tumulto. Contudo, vale a pena. Vale a pena porque em cada lugar que vou existe alguém que me apoia, sempre há um fã que me fala coisas boas e que me mostra que estou na direção certa. – Sorriu e completou em seguida: – Meus fãs são a parte boa de tudo isso.

— Eu não acho que aguentaria tudo isso. Seria muito com o que se preocupar.

— Pois em minha opinião, administrar uma empresa é mais complicado que lidar com o que lido diariamente.

— Não é não. Meus funcionários cuidam de tudo por mim, tudo o que tenho que fazer é dar ordens e assinar papéis. 


E após algum tempo, foi inevitável o fim da conversa e eles se viram presos ao constrangimento do silêncio. 

— O que aconteceu aos seus pais? – Justin, enfim, perguntou com cautela, quebrando o silêncio que se formara entre os dois. – Não precisa responder se não quiser. – adicionou apressadamente.

— Era manhã quando meus pais saíram para trabalhar, – começou ela, seu olhar fixado ao longo do estreito lago. – Ambos seguiam caminhos diferentes; enquanto minha mãe iria se encontrar com uma cliente naquela manhã, meu pai seguia direto para a empresa. Mamãe estava parada em um sinal quando um caminhão desgovernado atingiu seu carro por trás, amassando mais de cinquenta por cento da lataria. Com o impacto, ela bateu a cabeça no teto e no volante, mesmo estando com o cinto de segurança. Ela morreu minutos depois no hospital por traumatismo craniano. – Rebeca olhou para Justin, que estava petrificado, e depois para suas mãos sobre seu colo. – Meu pai ainda estava no trânsito quando o avisaram sobre o incidente com minha mãe. Em pleno desespero, ele acelerou o carro, mal se importando com os sinais de trânsito e... E então ele perdeu o controle do carro e desceu ribanceira a baixo. O carro capotou algumas vezes e só parou quando atingiu o tronco de uma árvore. Os bombeiros foram rápidos em retirar seu corpo antes que o carro explodisse em chamas, mas ele não resistiu. – Voltou a olhar o lago enquanto dizia completava distante: – Desde então eu passei a cuidar de minha irmã e tomei a frente da empresa.

Rebecca só notou as lágrimas caírem quando Justin começou a limpá-las em seu rosto. Não se contendo, ela lançou-se sobre Justin e o abraçou com força, escondendo o rosto em seu peito. 
           
— Me machuca tanto te ver assim, Rebecca. – sussurrou num tom de voz melancólico. Afagou seus cabelos carinhosamente, acalmando-a. Colocou uma mão sob seu queixou e, levantando sua cabeça, uniu seus lábios em um só. Uma união repleta de tristezas e pesares, de lágrimas agridoces e nostalgia por tempos passados; e apesar da angústia existente no beijo, a felicidade, mesmo a controversa, também estaria presente enquanto seus lábios estivessem selados sob a luz dos faróis do carro. 



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Notas finais: Okay, depois de um século sem postar eu não espero que ainda tenha alguma leitora aqui, e se tiver - por algum milagre - alguém que ainda lê minha fic, me digam o que estão achando de Immature Love, por favor. É muito importante para um escritor saber o que os leitores estão achando da história. 

Na minha opinião, este capítulo está incompleto, mas eu não consegui escrever mais que isso. E também eu queria parar de adiar e postá-lo logo, então me desculpem se não ficou bom o bastante.


Respondo aos comentários no próximo capítulo.


(P.S. Meu computador irá ser formatado e eu não sei quando o terei de volta, então talvez eu demore mais por causa disso) 
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Immature Love - Capítulo 8

terça-feira, 13 de novembro de 2012





Passados quase dois meses em que esteve em turnê, Justin voltou para Califórnia a trabalho, pois havia questões jurídicas que precisavam ser resolvidas com seus novos advogados em uma reunião que aconteceria ainda aquela manhã.


Olhou a si mesmo no imenso espelho de seu quarto, analisando-se criticamente, porém, não ficou satisfeito com o que viu a sua frente. Estava vestido normalmente, apenas uma blusa branca de mangas curtas com o corte da gola em V sob uma jaqueta de couro preta, uma calça jeans escura sem muitos bolsos ou adornos, tênis vermelho e poucos assessórios, como um colar com o desenho de chave e um boné dos Yanks.
Contudo, havia algo em seu interior que o estava deixando ansioso, algo que fazia sentir seu coração palpitar em um ritmo mais rápido que o normal, algo desconhecido que fazia suas mãos suarem frio, e era justamente essa sensação que o fazia questionar o modo como estava vestido.

Decidiu buscar em seu armário outra roupa que se adequasse a uma reunião de negócios, onde pegou um blazer preto revestido internamente com seda; uma blusa branca de mangas cumpridas com gola alta, onde sua abertura era através de botões; uma calça preta lisa e um tênis desenhado com bolinhas brancas.

  Olhou-se mais uma vez no espelho e, então, só assim sentiu que estava pronto para deixar o quarto.
           

...


            Ao entrar na sala em que aconteceria a reunião, Justin não pôde deixar de se sentir impressionado com a incrível arquitetura. Ele estava no sexto de dez andares que o prédio possuía, em uma de muitas outras salas surpreendentes que avistara enquanto andava em direção a este local. Mas esta sala em questão, ela era magnífica! Ele observou encantado a longa parede de vidro a sua frente, onde podia-se avistar grande parte do bairro: pessoas atordoadas andando entre a grande loucura que era a movimentação dos veículos, os enormes arranha-céus beijando as nuvens branquinhas, o quase imperceptível verde das árvores distribuídas pelas calçadas nas ruas, crianças brincando enquanto corriam em uma alegria não contida com grandes balões em suas mãos num parquinho.  
            Caminhou até a grande (realmente grande) mesa de vidro no centro cercada por arenito envernizado nas bordas, e percorreu seus dedos sobre sua superfície plana onde havia alguns papéis dentro de pastas finas e transparentes  Correu os olhos pelas paredes de cinza tênue; pelos quadros de pinceladas coloridas e suaves que decoravam o ambiente; pelos vasos com plantas como espada-de-são-jorge, hera e azaleia; pelo retroprojetor a frente da grande tela branca na parede leste e sentiu-se realmente admirado por cada coisa que fazia daquele lugar tão lindo.

            — Bom dia, Sr. Bieber! Olá, Sr. Braun! – saudou um senhor com aparência de estar em seus cinquenta e poucos anos. – A Srta. Packwood virá em poucos minutos. Por favor, acomodem-se. – apontou sua mão para as cadeiras que circundavam a mesa.
            Justin e Scooter assentiram cordialmente para o homem e sentaram-se nas cadeiras de aço.
Esperaram alguns segundos até ouvir uma voz feminina familiar preencher o local. Justin instintivamente virou a cabeça em direção ao som e surpreendeu-se ao vê-la.
             
Sentiu seu corpo sucumbir e o ar faltar momentaneamente enquanto observava, hipnotizado, ela adentrar majestosamente a sala. Estava vestida num terninho cinza que acentuava as curvas de sua cintura, com seus cachos castanhos presos num pequeno e delicado coque. Tinha a compostura de uma verdadeira líder e dona de uma empresa tão grande e respeitada como a Packwood era.
Rebecca apertou a mão de seu empresário, Scooter, em forma de cumprimento, e levantou sua mão para apertar a de Justin, ele sentiu-se por um momento um pouco desnorteado, mas segurou sua mão. Quando seus dedos roçaram os dedos dela e a palma de suas mãos se tocaram, faíscas acenderam nos olhos de ambos enquanto estavam presos sob aquele momento. Tudo parecia passar em uma lentidão exacerbada  como se tudo ao redor dos dois estivessem em câmera lenta.

— É um prazer tê-lo em minha empresa, Sr. Bieber. – disse ela com muita naturalidade, desfazendo o aperto de mãos e quebrando a tensão que se formara entre os dois. Chocava-o ver como aquela garota poderia ser tão profissional. – Vamos dar início à reunião. Sra. Forwood, – virou-se para uma senhora sentada à mesa – por favor, meus papeis. 

A reunião seguiu normalmente e, entre Scooter e o Justin, quem se mostrava mais interessado era o Scooter. Reuniões como aquela eram sempre enfadonhas, evitar o sono enquanto as pessoas falavam sobre coisas as quais ele não queria ouvir era inevitável, mas neste caso, com a presença de Rebecca, Justin esquecera totalmente a real razão pela qual ele estava ali. Seus olhos estavam voltados apenas para uma única pessoa: ela. Não conseguia esconder seus olhares furtivos em direção a Rebecca, mas não se importava se alguém de fato o visse olhando para ela. Esperara tanto por aquele momento que se alguém o julgasse por estar fazendo o que estava fazendo, nada iria significar para ele.

            Inquietamente, observava-a morder os lábios e depois lambê-los; analisava o jeito como colocava as mechas de cabelos que lhe caíam sobre a face atrás da orelha; examinava como seus olhos ocultavam o orgulho sempre que algum de seus funcionários terminava suas explicações; estudava o contorno de seus lábios, a intensidade de seus olhos, o ligeiro arrebitamento de seu nariz e a leve ruborização em suas bochechas.


***


            Ao fim da reunião, Justin disse ao seu empresário que poderia ir embora se quisesse, pois ficaria para falar a sós com a Srta. Packwood. Inicialmente, Scooter arqueou as sobrancelhas num ato de estranhamento, mas decidiu deixar o local e seguir sozinho para sua casa sem questionamentos.
            Justin se voltou para Rebecca, que ainda continuava sentada á mesa revendo alguns papéis.  

            — Oi! – chamou sua atenção.

            — Oh, hey! Não esperava que você voltasse... – Levantou-se, ficando de frente a ele.

            — Pois deveria ter esperado. Como eu poderia ir embora sem dizer-lhe um mero “oi”?

            Ela olhou-o nos olhos e sorriu amplamente. Justin devolveu-lhe o sorriso, erguendo a mão para colocar a teimosa mexa de seu cabelo atrás da orelha novamente. Sem reação, Rebecca desviou os olhos rapidamente e fixou seu olhar no chão. Não estava acostumada a falar com garotos, a menos quando se tratava de negócios.
            Justin colocou a mão no queixo dela, erguendo sua cabeça para que pudesse olhar em seus olhos.

— Eu não sei como dizer isso... – começou Justin, levando suas mãos às de Rebecca, tocando-as como se fossem rosas frágeis que com apenas um toque pudessem murchar e segurando-as nas suas mãos com cautela. – Eu... eu senti sua falta. – Completou ele num balbucio, atropelando as sílabas de forma desajeitada. – Isso é tão estranho para mim. Quando eu deixei a casa da sua tia, meses atrás, não imaginei que sentiria o que estou sentindo agora.

— E como você se sente agora? – questionou ela numa voz doce. Seus lábios tentavam, sem muito sucesso, conter os cantos de seus lábios que teimavam abrirem-se em um tímido sorriso.

— Como se eu tivesse finalmente encontrado algo que estive procurando há anos. – confessou.

— Oh, Justin! – Rebecca sussurrou lançando-se em seus braços, abraçando-o com toda a força que possuía. Pelo fato de estarem tão próximos, ela pôde sentir em suas narinas a leve fragrância de seu corpo, não o perfume que usava, mas o próprio cheiro de sua pele, aquele aroma que exalava de seu próprio ser. Era tão bom estar em seus braços!

— Aceita jantar comigo esta noite?

Fechou os olhos e, ainda abraçada a ele, murmurou em seu ouvido um quase inaudível: — Sim!,


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Notas finais: Antes de tudo espero que tenham observado que este capítulo foi um pouco maior que os outros. Esta foi a forma que encontrei em desculpar-me pela demora. Irei me empenhar para que o próximo capítulo saia mais rápido, mas não faço nenhuma promessa. Desta vez não irei cobrar comentários porque estou cansada disto. Comentem se vocês acham que devem fazê-lo. 


E Júlia, eu te entendo, luvie. Não precisa se sentir a pior leitora do mundo, fico muito lisonjeada por você ainda visitar meu blog. Beijos! 


É isso, garotas, teremos um encontro do Justin e da Rebecca no próximo capítulo! 
Obrigada por lerem a fic. 
Kisses! 
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