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Not Like The Movies

domingo, 5 de fevereiro de 2012


 Epílogo  


Eu te amo! – sussurrou em meu ouvido.


Just like the movies
That's how it will be
Cinematic and dramatic with the perfect ending
It's not like the movies
But that's how it should be
When he's the one
You'll come undone
And your world will stop spinning
And it's just the beginning



            Seus dedos deslizaram gentilmente traçando o contorno dos meus braços. Estiquei minhas mãos para encontrar os botões da sua camisa e desabotoei-os, um a um. Concentrei-me em sua respiração descompassada assim que senti suas mãos pousarem em meus ombros e depois abaixarem as alças da minha blusa. Enlacei seu pescoço com os meus braços, o trazendo para mais perto. Estremeci quando nossos corpos se encontraram, sentindo o calor de seu corpo no meu. Afastou-se tirando a camisa e em seguida a calça, fiz o mesmo com minha blusa e meu short jeans. Agora estávamos apenas de roupas íntimas, encarando um ao outro escutando somente o cricrilar dos grilos lá fora. Inclinei-me pousando minhas mãos em seus ombros, ele por sua vez colocou suas mãos em minha cintura me puxando ao seu encontro. Arfei quando senti suas mãos subirem delicadamente pelas minhas costas chegando ao fecho do meu sutiã e depois o abrindo. O sutiã caiu sobre o tapete ao meu lado. Senti meu corpo arrepiar quando Justin lentamente selou minha testa, as maças de minhas bochechas, os meus lábios, o meu pescoço (...)






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Escritora: Hey lindas! Amei os comentários de vocês no último capítulo. Muito obrigada por tudo, amores. Mas enfim, como eu já havia dito, o epílogo foi curtinho, mas eu espero que tenham gostado. Eu acho que fui um pouco maldosa porque parei na parte mais quente. HUSAHUSAHSUAHSA' Ai, como eu tô bandida! 

Novidade: A próxima fic, provavelmente, se chamará "Immature Love". Vai ser uma história totalmente diferente das minhas fanfics anteriores. Atualmente estou trabalhando nela pra que eu possa começar a postar o mais rápido possível. Mas vou logo avisando que sou movida a comentários U.U 

É isso. Beijos e até a próxima! ;*

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Not Like The Movies

terça-feira, 31 de janeiro de 2012


 Capítulo 4 – O inesperado 
           
A viagem foi curta, aproximadamente quinze minutos sobrevoando uma grande área verde de alguma cidade dos Estados Unidos. Depois que o jatinho pousou em solo, Justin pegou um carro que estranhamente já estava a nossa espera e dirigiu continuamente por uma estreita estrada de terra cercada de uma vegetação desconhecida. Descansei minha cabeça no assento me perguntando o que Justin estava planejando, imaginando mil hipóteses de onde iríamos e o que iríamos fazer quando chegássemos lá.
Eu devia estar muito concentrada em meus pensamentos, pois não notei que Justin tinha parado o carro. Ele abriu minha porta e tocou o meu braço para chamar a minha atenção. Estendeu-me a mão, e quando a segurei me ajudou a descer do carro.

Meus olhos percorreram o lugar olhando minuciosamente cada detalhe. A primeira coisa que se notava era o verde predominante cercando a propriedade por todos os lados. Árvores rodeavam uma pequena casinha rústica que aparentemente parecia ser feita por pedras e madeira. E apesar da simplicidade, a casa era encantadoramente linda e aconchegante. As flores e arbustos milimetricamente aparados e visivelmente bem cuidados davam um bonito colorido ao lugar. Podíamos nos ver no reflexo do lago que se estendia poucos metros ao lado da casa.

Justin olhava pra mim com ansiedade em seus olhos, e através deles eu soube qual pergunta provavelmente rondava sua cabeça: “Você gostou?”. Sorri pra ele, mostrando o quanto eu tinha amado aquilo tudo.


***


            Durante a manhã passeamos pelos limites da propriedade, aproveitando a visão privilegiada que o dia nos presenteava. Pássaros se exibiam no céu com seus vôos cheios de trejeitos; a distância podia-se ouvir o zumbir dos grilos, ainda que fossem quase num sussurro; o vento cortante de outono soprava entre os galhos das árvores, fazendo despencar as folhas secas e doentes que neles viviam. De mãos dadas, passamos nosso tempo olhando para a complexidade da natureza, nos perguntando como Deus poderia ser mais perfeito. Quando o sol começou a esquentar e se tornar quase impossível de se suportar, nos demos conta de que já era mais das onze horas da manhã. Então decidimos começar a nossa caminhada de volta a casa.  


— O que você acha de tomarmos um banho de lago mais tarde? – Justin perguntou enquanto almoçávamos.
— É uma ótima ideia, assim amenizamos o calor que está fazendo hoje.
— Eu sempre tenho ótimas ideias! – ele piscou um olho sorrindo debochado, e depois bebericou sua coca-cola. Suspirei revirando os olhos.


            Remexendo na mala que Justin arrumara para mim, me dei conta de uma coisa: Justin já havia planejado tudo o que iríamos fazer durante a viagem. Havia pelo menos dois pares de biquínis dentro da mala, três vestidos, quatro blusas, três shorts e uma saia, uma camisola e mais alguns itens. Foi então, quando de súbito, me perguntei qual a verdadeira razão de termos ido para lá. Pois, lá no fundo – bem lá no fundo da minha consciência –, eu sabia que ele não faria tudo isso por nada. Tinha alguma razão por trás disso tudo.
Alguma razão na qual eu iria descobrir muito em breve.



Você pula primeiro. – gritei a beira do lago. Ao meu lado Justin fazia cara de indignação.  
— Por que eu? – indagou.
— Porque, primeiro, você me sequestrou; segundo, você...
— Quê? Não te seqüestrei.
— Cala a boca e fica quietinho, não terminei. Segundo...
— Você não pode me mandar calar a boca.
— Posso sim. Para de ser chato e fica calado.
— Então me faça um favor, venha me calar.
— Tudo bem. – me aproximei, ficando de frente para ele. Apenas a cinco centímetros de distância da sua boca. – Feche os olhos.

Quando seus olhos lentamente se fecharam, silenciosamente, dei um passo para trás e o rodeei rapidamente, me posicionando atrás dele. Minhas mãos apalparam suas costas e com um leve impulso no meu corpo eu o empurrei. Vi quando ele perdeu o equilíbrio e caiu com tudo na água. Eu iria cair na risada quando notei algo estranho, Justin não emergira para a superfície. E num ato desesperado pulei na água, pensando somente em encontrá-lo. Como uma corrente elétrica, o medo de que algo tivesse acontecido com ele por minha causa percorreu meu corpo.
Eu me senti inteiramente culpada, uma fraca que caiu na rotina de sempre cometer erros, erros os quais sempre botavam vidas em risco. Senti-me uma idiota por pensar que seria como nos livros de romance, que seria perfeito. Mas o que havia de perfeito em mim? O que havia de perfeito no que eu fazia? Absolutamente nada.
Quando emergi à superfície para tomar fôlego me deparei com Justin sã e salvo bem à minha frente. Ele estava sorrindo como se nada tivesse acontecido, como se todo o meu desespero tivesse sido em vão. Na verdade, foi.

— Idiota! – gritei. – Eu pensei que tinha se afogado.
— Desculpa, não precisa ficar assim.
— Não precisa? Eu já estava planejando pular de outro penhasco se não te achasse. Você não faz ideia do quão desesperada eu fiquei.
— Amor, ei, olha pra mim. – colocou a mãos no meu rosto me fazendo olhá-lo. – Já passou, ok?
— Eu sei, mas você me assustou.

Olhei em seus olhos por um momento e vi o quanto eu tive sorte de não tê-lo perdido. Se um dia eu tivesse que perdê-lo, não sabia o que faria, pois ele era meu tudo, meu ar, minha vida. Ao seu lado eu me sentia normal, me sentia uma rainha. 

Aproximou-se, colando nossos corpos e iniciou um beijo. No instante que seus lábios encostaram-se aos meus, me esqueci de tudo ao redor. Não havia mais água, não havia mais casa, não havia mais árvores. Apenas eu e ele, tornando-se um só.



***



            Deitei-me na grama enchendo meus pulmões com o aroma das orquídeas. Senti Justin segurar minha mão enquanto fazia o mesmo. O sol reluzia em nossos rostos, lançando um brilho nos olhos de Justin.

— Justin, – comecei – eu sinto que não estou sendo sincera com você. Desde que eu saí do hospital há algumas semanas, não temos tocado nesse assunto novamente. Eu poderia te dizer que tenho uma explicação pra isso tudo, mas a verdade é que eu não tenho.
            Suspirando profundamente ele fechou os olhos. — Então você quer dizer que simplesmente se jogou de um penhasco sem nenhum motivo e só?
— Não, veja bem. – me sentei, ele fez o mesmo. – Lembra quando você me chamou de tola, fraca e sem fé?
— Eu me odeio por ter feito isso... mas, por favor, não me diga que foi esse o motivo.
— Não, não foi. Sério. – inspirei me concentrando nas palavras, tendo consciência da tensão que pairava sobre meus músculos, e depois expirei sentindo meus ombros relaxarem. – Bem, eu passei um tempo refletindo sobre isso e cheguei a conclusão de que, no fim, você sempre esteve certo. As minhas atitudes não eram maturas, eu nunca fui matura. Realmente você esteve certo, eu nunca lutei por meus sonhos, devido ao medo. Medo de que desse errado, medo de que eu não alcançasse minha meta e me machucasse. Eu ainda me pergunto se eu mereço você. A resposta é que não. Nunca mereci tudo o que você fez por mim, nunca mereci tudo o que você lutou por mim e tudo o que você perdeu por minha causa. Será que estou sendo justa te prendendo ao meu lado? Será que eu estou sendo justa quando praticamente te forço a fazer as coisas do meu jeito? Você sabe a resposta. Eu também sei. – fechei os olhos impedindo de uma lágrima descer – Justin, eu acho que, pra sua felicidade, não podemos ficar juntos. – minha voz falhou ao final da frase. Senti um aperto no meu peito que me fez ficar sem ar. Aquelas palavras foram as mais difíceis que eu já pronunciara um dia. Mas era preciso. Por mim e principalmente por ele.

Principalmente por ele.

— Agora é a minha vez. Primeiramente, eu não vou terminar com você e nem você vai terminar comigo. Nós dois sabemos que não funcionamos corretamente quando estamos separados. Você foi feita sob medida pra mim, para satisfazer minhas necessidades, assim como eu fui feito pra você. – ele me olhou fixamente nos olhos. – Você é minha morfina. Você é minha droga e agora que estou viciado, não posso deixá-la. Não vou deixá-la.
— Justin, você sabe que...
— Que nós somos perfeitos juntos. Você é a Julieta e eu sou o Romeu. Eu preciso de você tanto quanto preciso de oxigênio… Talvez até mais. – ele esticou o braço pra tocar meu rosto, acariciando gentilmente minha bochecha. – Acho que está na hora de saber porque viemos aqui.


'Cause I know you're out there
And you're, you're looking for me
It's a crazy idea that you were made
Perfectly for me you'll see


            Revirou o bolso da calça tirando de lá uma pequena caixinha preta e abriu-a, revelando um anel de prata com uma pedra de diamante na superfície. Meu coração disparou.

Quer casar comigo? 



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Escritora: Minhas fofas, esse foi o último capítulo de Not Like The Movies, porém ainda tem o epílogo, que se trata do desfecho. Não vai ser algo muito grande, mas acho que vão gostar. 

Eu quero desejar parabéns suuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuper atrasado pra Júlia, minha amiga e leitora fiel. Júlia, agradeço muito os comentários e tudo mais. Love ya, babe!

Enfim, obrigada a quem acompanhou a história até aqui. Ah, e também quero avisar que eu vou postar uma nova história, então não se preocupem, okay? 

Vejo vocês no epílogo! 

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Not Like The Movies

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011


ღ Capítulo 3 – Planos 
        
            Segurei o porta-retrato em minhas mãos, analisando a foto de um passado não muito distante em que eu e Justin estávamos abraçados, sorrindo alegremente um para o outro enquanto víamos o sol se pôr no oeste em um desses finalzinhos de tarde perfeito. As lembranças daquele dia rodearam a minha mente mais uma vez trazendo consigo a nostalgia de um tempo em que eu achava que vivia como nos contos de fadas.
Éramos duas peças de um quebra-cabeça que se encaixavam perfeitamente, como se tivéssemos nascido um para o outro, como se a única formula para a nossa cura fôssemos nós mesmos. A melancolia me fez chorar novamente enquanto eu me recordava de quão tola e egoísta eu fui quando quis me matar. E mais uma vez eu me perguntei qual era o motivo aparente pelo qual eu tinha cometido aquele erro. Mas, como sempre, a pergunta não tinha uma resposta concreta. Tentar entender a minha complexidade não era uma coisa que eu fazia com frequência, mas nos últimos dias eu me peguei pensando e repesando nisso. Refleti sobre o modo como eu reagia às novidades, e o que eu fazia quando estava com raiva e como eu me comportava diante de um problema desses que a vida nos “presenteia”. Então, me dei conta de que eu via a vida um modo infantil. Sempre querendo que as coisas estivessem perfeitas ao meu ponto de vista. Sempre discutindo quando alguém discordava de alguma coisa que eu dizia. Sempre amaldiçoando quando as coisas não saiam como eu planejava.
Foi difícil perceber que as coisas não eram do modo que eu queria que fossem. Na verdade, a princípio, foi mais difícil do que eu imaginava do que poderia ser. Mas a vida não é como nos filmes, e eu tinha que entender isso.

            Coloquei o porta-retrato de volta na cômoda e peguei uma tolha numa das gavetas. Segui em direção ao banheiro, pendurei a toalha em um canto qualquer, despi-me e entrei debaixo do chuveiro. Enquanto a água caía sobre o meu rosto, deixei-me levar pelas lágrimas, minha mente revivendo todos os meus caprichos e me mostrando o quanto eu era mimada e infantil.

***

            Antes de sair, me analisei mais uma vez no espelho. Deslizei a mão sobre o vestido florido me perguntando se minha roupa estaria adequada ao lugar que iríamos. Ainda indecisa, peguei uma fitinha de cetim e amarrei-a de forma que acentuasse minha cintura. Hesitante, tirei o casaco de lã bege em que eu estava vestida e o segurei em minha mão. Perguntei-me se ele realmente seria preciso, mas resolvi levá-lo assim mesmo. Chequei se meu celular e minha carteira estavam dentro da bolsa e, quando estava satisfeita, saí do quarto.
            Justin me esperava escorado na parede em frente a minha porta, com seu sorriso casual de sempre. Não pude deixar de notar o quão lindo ele estava vestido em sua blusa azul com a gola em forma de V que mostrava uma parte de seu peitoral e sua simples calça preta. Ele andou em minha direção e quando chegou perto o bastante, beijou-me na testa.
           
            Durante o percurso andamos de mãos dadas, regularmente olhando um para o outro e trocando sorrisos afetuosos. Eu não sabia para onde estávamos indo, porém decidi não perguntar, pois, provavelmente, Justin queria fazer disso uma surpresa. Ele tinha conhecimento da minha aversão a surpresas, mas vindo dele eu sabia que eram de boa intenção; e, geralmente, ele me fazia ótimas surpresas.
           
O tempo estava perfeito. O céu acima de nós estava num azul claro vívido, sem nuvens e sem nenhum indício de poluição. O ar soprava entre os nossos cabelos e acariciava nossas bochechas. Pensei em como eu amava estar ao lado dele e de como eu me sentia extremamente feliz quando estávamos juntos.

Justin me guiou até uma pequena lanchonete de esquina. Ele pediu a garçonete que nos levasse a uma mesa mais reservada, e assim que ela o fez, nos sentamos e fizemos nossos pedidos. Enquanto comíamos, Justin fez algumas perguntas casuais sobre como eu estava, como estava sendo o meu dia e se alguma coisa estava me incomodando. Desde que eu tentei me suicidar ele se tornou um namorado super protetor. Na maior parte do tempo eu odiava tudo isso, mas eu compreendia sua insegurança e seus medos; eu compreendia que ele temia que eu cometesse outro erro e que dessa vez fosse fatal. Eu jamais queria machucá-lo algum dia, embora eu já tivesse magoado-o uma vez. Mas vê-lo entrar em pânico sempre que me via chateada era a pior coisa do mundo – porque ele sabia que antigamente quando eu ficava chateada, eu tinha tendência a cometer alguma tolice.


Então... – Justin começou a dizer – eu sei que você deve estar pensando que saímos do hotel para passar algum tempo juntos passeando pela cidade, mas na verdade não é esse o meu plano.
            Levantei a cabeça para encará-lo. — Não?
Não. Viemos aqui porque precisávamos comer antes de viajar.
Viajar? – levantei as sobrancelhas surpresa – Pra onde?
É uma surpresa. – ele disse piscando um olho, mostrando-me aquele seu sorriso travesso – Um jatinho já está a nossa espera, assim que saímos daqui deveremos ir encontrá-lo.
Mas e nossas roupas?
Não se preocupe, já resolvi todos os mínimos detalhes em que você possa pensar. – ele segurou minhas mãos, olhando diretamente para meus olhos. – Está pronta?
Eu... eu acho que sim.

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sexta-feira, 11 de novembro de 2011


ღ Capítulo 2 - Egoísmo 

Em meio a escuridão, me senti sendo puxada pra cima rapidamente, mesmo que a força da água atrapalhasse um pouco. Meus pulmões que imploravam por ar dentro da água começaram a trabalhar novamente. Eu me esforcei pra continuar consciente, mas eu não conseguia lutar contra o cansaço que pairou sobre o meu corpo.

- Ashley! Ashley! Ashley!

            A voz cálida ecoou como um sussurro nos meus ouvidos. Eu lutei para abrir os olhos, e isso foi mais trabalhoso do que eu pensei. A vertigem vinha e ia, e assim se repetia inúmeras vezes. Contudo, com dificuldade eu consegui ver a imagem borrada do garoto a minha frente. Ele estava molhado, assim como eu, seu cabelo pingado sobre suas roupas, em sua face uma expressão aflita.
Era assim que eu imaginava meus últimos momentos. Ao lado da pessoa que eu mais amei e dediquei minha vida inteira, deitada sobre seu colo e sendo acariciada pelos seus dedos macios. Apesar de tudo, eu estava feliz. Pelo menos eu iria morrer na companhia de alguém que amo.

E seria como naqueles filmes baseados em fatos reais, quando a mocinha está deitada sobre o colo do amado, esperando que o seu coração desse sua última batida. E mesmo que pra muitos, aquela fosse uma cena triste e comovente, para ela seria um momento feliz, pois cumprira a promessa de “Juntos até que a morte nos separe”. E seria assim para mim. Eu estava ao lado dele, e era somente isso que importava. Nem minha vida cheia de fantasias desnecessariamente luxuosas e desejos perdidos em meio às ilusões importava agora. Só ele. E era assim que eu imaginava o meu fim – ou um novo começo, dependendo da vista de cada um. Meu coração dando suas últimas arfadas se conduzindo à morte na presença do meu amor eterno.

- Resista, amor. Resista... por mim. – sua voz era desesperada, parecia que ele estava... chorando.

            Só de imaginá-lo chorando, ainda por cima por minha causa, senti meu coração acelerar – se é que ele ainda tinha forças pra isso. E então me dei conta de quão egoísta eu fui esse tempo todo, a ponto de ferir a pessoa que eu jamais quis que sofresse por mim. Eu não havia parado pra pensar nas consequências de um ato tolo e impensado.

- Não me deixe, Ashley.

If stars don't align
If it doesn't stop time
If you can't see the sign
Wait for it
One hundred percent
With every penny spent
He'll be the one that
Finishes your sentences

- Você consegue me ouvir, amor?

            Puxei o ar o máximo que eu pude e então me forcei a falar.

- Sim. – minha voz era quase inaudível, mas suponho que ele tenha conseguido ler os meus lábios.
- Ah, amor! – ele soou um pouco aliviado, mas a tensão ainda estava em sua voz. – Eu fiquei tão preocupado. Eu achei que você tinha me deixado. – fungou – Te amo muito!
- Justin...
- Não fala nada. Só descanse ok? A ambulância já está chegando.

            Ele me beijou docemente na testa e enlaçou seus braços em minha volta. Eu ainda estava muito fraca, mas agarrei sua blusa. Ao longe se podia ouvir o som de uma sirene. 
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sábado, 15 de outubro de 2011

ღ Capítulo 1 - Consequências 


- Eu vou te amar além do para sempre!

   Além do para sempre!
             
                  Pra sempre!
        
                        Sempre...
                               
                        Sem...
 
                   ...

Até quando dura o pra sempre?


            Senti meu corpo estremecer e a respiração faltar, e, então, o pânico passou em meu corpo como uma corrente elétrica impossibilitando qualquer outro movimento. Apesar de que eu sentia meu corpo leve, meus movimentos pareciam pesados demais, alguma coisa me prendia com muita força e me puxava bruscamente para baixo.

Eu me senti inferior ao pânico, inútil ao desespero de não conseguir lutar com força o suficiente pra conseguir vencer. Eu era uma perdedora, isso explicava tudo.

O arrependimento me invadiu junto com medo. Acho que o fato de eu ter me jogado no mar a mais de dois metros de profundidade não foi uma atitude muito sensata. Eu sabia que aquilo tinha sido a coisa mais estúpida e irresponsável que eu já havia feito. Aquelas palavras que foram jogadas na minha cara pela pessoa que eu tanto amava, agora faziam sentido. “Você é uma tola, fraca, sem fé! Na primeira dificuldade que encontra desiste de tudo. Já parou pra pensar nas inúmeras vezes que você não tentou só por medo de se machucar? A vida não é assim. Ninguém cresce sem se arriscar. Sabe por quê? Porque a vida não é como nos filmes. Você não pode dormir esperando que no outro dia dê tudo certo, você tem que fazer com que as coisas dêem certo.”. E mais uma vez eu fui tola, infantil pelo fato de – novamente, como sempre – ter desistido de tudo por um medo idiota de se machucar.

Nada era como nos filmes, eu estava ciente disso. Entretanto, eu esperava todos os dias que ao menos as coisas que eu mais almejava ardentemente viessem facilmente até mim. Mas nada é tão fácil. Eu não poderia esperar que meu “príncipe encantado” me encontrasse e assim pudéssemos ser felizes para sempre; não poderia esperar que o tempo me presenteasse com o que eu não tinha; não poderia esperar que eu deitasse minha cabeça no travesseiro e no dia seguinte estivesse tudo resolvido. Porque a vida não é um conto de fadas, pra ninguém. O final feliz somos nós que fazemos. A felicidade é a consequência das atitudes que tomamos e de quanto acreditamos que os sonhos iram se realizar.
Você só pode levantar depois que cair. E aprender a acertar depois que errar. Nós aprendemos a viver caindo, errando, levantando, acertando.


[...]


Os batimentos cardíacos foram ficando cada vez mais lento...

            Meus olhos se fecharam e a escuridão tomou minha vista...

Meu corpo estava leve, quase não o sentia...

            A morte seria em questão de segundos.

Se eu morresse, o meu príncipe nunca mais iria voltar pra me beijar e me acordar do meu sonho encantado.


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Cinematic and dramatic with the perfect ending
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But that's how it should be
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